Colocações no Ensino Superior - 2008
O dia de hoje fica marcado pela publicação das colocações no Ensino Superior no concurso de 2008.
Se bem que os media se centrem nos cursos socialmente mais interessantes como Medicina, Arquitectura e Direito; o meu post pretende antes analisar a área das Engenharias Informática e Electrotecnica.
Este ano é marcado por médias de acesso mais elevadas (ou serão?) que nos anos anteriores, faço aqui um apanhado das principais escolas do país na área que mais me diz respeito:
| Universidade / Curso | Nº Vagas | Média do último candidato |
| Universidade de Aveiro Engenharia de Computadores e Telemática Engenharia Electrónica e Telecomunicações |
65 105 |
160,5 140,5 |
| Universidade de Coimbra - Faculdade Ciências e Tecnologia Engenharia Informática Engenharia Electrotécnica e de Computadores |
95 115 |
151 142 |
| Universidade do Minho Engenharia Informática Engenharia Electrotécnica e de Computadores |
117 70 |
153,4 153,2 |
| Instituto Superior Técnico Engenharia Informática e de Computadores Engenharia Electrotécnica e de Computadores |
170 205 |
138,3 146,5 |
| Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Engenharia Informática e Computação 102 161,8 Engenharia Electrotécnica e de Computadores 195 151,8 |
102 195 |
161,8 151,8 |
Não posso deixar de me congratular a mim e aos meus colegas do DETI pela posição em que se encontra a Univ. de Aveiro. Mas questiono-me sobre o que significam alunos com média superior a 16 depois de um “exame de Matemática tão fácil” (palavras não são minhas, e foram ouvidas em vários media Link).
De ano para ano, as médias sobem, mas a qualidade dos alunos nem por isso, cada vez têm menor preparação em matérias base como é o caso da matemática e são cada vez mais adversos ao cerne do curso que escolheram: a programação ou electrónica digital.
Espero que este ano as coisas sejam diferentes e que esta “colheita” valha a média com que entram …
Posted: September 14th, 2008 under Português.
Tags: Education, ua
Comments
Comment from Jota
Time 15 September, 2008 at 1:21 pm
É verdade, as notas às vezes pouco dizem, Entrei na UA há uns 10 anos, com média 136 e qualquer coisa. Senti-me preparado e consegui fazer o 1.º ano de rajada, sem época de Setembro! (embora no 2º…). Pois no meu último ano tinha um colega caloiro do mesmo curso que entrou com mais de 140, e o seu primeiro ano (mesmo sendo mais fácil que antes) foi uma desgraça…
P.S. Claymore, tb estudei nessa escola em Leiria




Comment from Claymore
Time 14 September, 2008 at 9:31 pm
Espero não dizer muitas mentiras, mas cá vou eu dizer o que me vai no coração relativamente ao teu post.
As médias de entrada na minha opinião não passam de números. Pela minhha experiência e por tudo o que vivi, tanto na UA como na altura quando concorri para a ECT na UA, posso dizer que esses números não dizem nada.
Quando fiz o exame nacional de matemática fui o melhor da minha turma e se não em engano, da minha escola (Escola Secundária de Dominguos Sequeira - Leiria) com uma nota no exame de 17,8. Isso não me livrou de ter chumbado a todas as cadeiras de matemática que o meu curso tinha para me oferecer….
Na minha opinião já era altura de se livrarem da ideia que as médias dizem tudo… As médias falam quando nos interessa porque quando é a altura das verdades, todos nós sabemos o quanto os alunos tanto no secundário como no ensino universitário, copiam, em alguns casos à vontade do professor… logo se um aluno copia, a nota não reflecte o que ele sabe…
As médias tão altas apenas significam que ouve facilidade nos exames de matemática.. de volta e meia fazem isso senão, ficavam com alunos eternamente no secundário e isso é mau para o governo, seja de que partido forem (na minha, os partidos são todos iguais, continuam a ser os inuteis mais bem pagos do nosso país).
Quanto à fornada que entra… vai ser o que sempre foi, alunos a entrar, uns que sobressaem, outros que não, outros que desistem, outros que mudam de curso… sempre foi, sempre ha-de ser assim…